sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os amigos


Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura

Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis

Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor

[José Tolentino de Mendonça - De Igual Para Igual]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vida consagrada, solidária na esperança.


Decorre de 31 de Janeiro a 7 de Fevereiro,

Semana do Consagrado, com o seguinte lema:


Vida consagrada, solidária na esperança.

Ó Mãe da Igreja

Dirigimo-nos a Vós, ó Mãe da Igreja.
A Vós que, com o vosso «faça-se»,
abristes a porta à presença de Cristo no mundo,
na história e nas almas,
acolhendo, com humilde silêncio e total disponibilidade,
o chamamento do Altíssimo.
Fazei que muitos homens e mulheres saibam perceber, ainda hoje,
a voz convidativa do vosso Filho Jesus: Segue-me!
Fazei que encontrem a coragem para deixar as suas famílias,
as suas ocupações, as suas esperanças terrenas,
e sigam a Cristo, no caminho por Ele traçado.
Estendei a vossa mão materna sobre os missionários,
dispersos por todo o mundo;
sobre os religiosos e as religiosas
que assistem os idosos, os doentes, os deficientes, os órfãos;
sobre os membros dos institutos seculares,
silenciosos fermentos de boas obras;
sobre aqueles que, na clausura, vivem da fé e do amor
e imploram a salvação d mundo. Amen.
[JOÃO PAULO II]

ADORAÇÃO EUCARÍSTICA

[Livres para Amar, Livres para servir]
Entrega total nas mãos de Deus a exemplo de Cristo


«Considera, primeiro, o que te pede Deus,
e Ele te dará, depois, o que pede o teu coração.»

[S. João da Cruz]


Quarta-feira, 3 de Fevereiro às 18H15
Convento do Carmo Viana do Castelo

http://ultimomissionario.blogspot.com/

O ENCONTRO


Ao entardecer, um adulto cansado do seu desassossego interior, de tanto caminhar, resolve entrar numa Igreja. Ao entrar, os seus ouvidos percebem uma música de fundo: “Ave Maria”, de Schubert. A Música e todo o ambiente silencioso convidaram-no a sentar e por momentos ali estar.
Sentou-se diante do Sacrário e permaneceu num diálogo íntimo com Deus… Caminhou em pensamento com Aquele que verdadeiramente o amava e o esperava em cada novo dia. Sente que ali está protegido… Todo o ambiente o tranquiliza, o serena, o faz despertar para o essencial da vida… Nesta íntima união da alma com Deus evoca todos os seus momentos de ausência.
Poucos minutos depois, entra na Igreja uma criança de aproximadamente 6 anos, seus olhos olhavam o tudo, olhavam cada recanto oculto da Igreja, cada imagem silenciada. Parecia que cumprimentava cada uma das imagens como se já as conhecesse a algum tempo. A ternura que emanava do olhar era contagiante, na mão levava um caderno e uns lápis de colorir, por fim sentou-se diante do sacrário, genuflectiu, olhou intimamente para Deus Pai, num olhar que Ele o olhava. Permaneceu em silêncio. Antes de sair, olhou para o adulto que o olhava com admiração e perguntou-lhe: - Porque me olhas? Estás admirado com a minha presença aqui? Não te admires. A este amigo, venho visitar sempre que posso, nunca o deixo só…. Ele necessita da minha, da tua, da companhia de quem ama… Gostas de deixar um amigo sozinho? Eu não. Gosto de vir visita-lo a sua casa. Uma coisa te peço: fica com ele, não o deixes só! Porque quando eu cá não estiver, estarás tu… e ele terá sempre alguém a fazer-lhe companhia. Por fim retirou-se.
O adulto continuou sentado e calado...naquele momento pensou nas palavras do miúdo, na atitude orante de ambos, na inocência daquele acto infantil, na transparência daquela criança e na gratuidade do seu coração, no exemplo de testemunho que lhe tinha passado.
Recordou momentos de procura, e concluiu que tudo lhe estava tão próximo…. Porque se ausentava tanto tempo da sua presença…
Recordou olhares que merecem respeito e sinceridade. Recordou “face a face” as palavras que ecoavam no seu coração… “não o deixes só… não o deixes só.”
O que levaria aquela criança e entrar sozinha numa Igreja e a estar com quem a ama? Não importava naquele momento uma resposta concreta… mas sim a lição de vida que levava consigo naquele dia… pois tantas vezes que a ausência era para si uma constante.
A verdade e o tempo que vivera foram razões que o levaram a uma procura da própria verdade para desalentar um grande vazio interior, vontades de deixar esvanecer as “noites escuras” em prol de uma autenticidade de vida.
Para este adulto abriu-se um caminho que deu início a muitos outros caminhares, e na humildade daquela criança tinha aprendido andar em verdade…

[RJC]

sábado, 30 de janeiro de 2010

IV Domingo do Tempo Comum



Quantas vezes,
também nos nossos dias,
as vozes proféticas são silenciadas?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

No meio das ocupações do dia

«Compreendo e sei por experiência 'que o reino de Deus está dentro de nós’. Jesus não precisa de livros nem de doutores para instruir as almas; Ele, o Doutor dos doutores, ensina sem ruído de palavras… Nunca O ouvi falar, mas sei que está em mim, a cada instante, Ele me guia e inspira o que devo dizer ou fazer. Descubro exactamente na hora em que preciso das luzes que nunca antes vira, mas não é habitualmente durante a oração que são mais abundantes, é sobretudo no meio das ocupações do dia…»
[Santa Teresinha do Menino Jesus]

domingo, 24 de janeiro de 2010


«Um dia um anjo ajoelhou-se aos pés de Deus e disse-lhe:
— Senhor, porque é que as pessoas, na Terra, só têm uma asa? Nós os anjos temos duas; com elas podemos vir à tua imensa presença; podemos voar para a liberdade sempre que queiramos. Mas os humanos não podem voar só com uma asa!
Deus respondeu:
— Sim, eu sei disso. Eu sei bem que fiz os humanos só com uma asa.
O anjo intrigado, perguntou:
— Mas, Senhor, por que deste aos homens uma só asa quando são necessárias duas para voar?
Deus respondeu-lhe:
— Mas eles podem voar, meu anjo. Eu dei-lhes apenas uma asa para que eles pudessem voar mais gostosamente que vós… Para voar tu precisas das tuas duas asas… És livre, e voas desenvolto. Mas os humanos… Os humanos com a sua única asa precisam sempre de dar as mãos a outro para conseguir ter duas asas. Dois juntos têm um par de asas.
Cada um dos humanos deve procurar uma segunda asa noutra pessoa, nalgum lugar do mundo, para completar o seu par.
Assim, todos aprenderão a respeitar-se e a não quebrar a única asa de outra pessoa; e aprenderão a não deitar por terra a oportunidade de voar; e aprenderão a amar as outras pessoas, porque só amando poderão voar.
Chegando ao coração de outra pessoa poderão encontrar a asa que lhes falta e poderão voar. E vivendo em amor que ama outro poderão chegar até mim, pelo que nunca voarão sozinhos!»

[autor desconhecido]

sábado, 23 de janeiro de 2010

III Domingo do Tempo Comum


«Cada vez que na assembleia litúrgica se celebra o sacrifício eucarístico,

renova-se a "verdade" da morte e ressurreição de Cristo.»
[Papa João Paulo II]

Grupo de Crisma


Comunidade do Carmo de Viana do Castelo
grupo de preparação para o Sacramento do Crisma.
jovens dos 18 aos 25 anos