«Naquela região havia uma tremenda seca como nunca se tinha visto. A erva tinha secado. As árvores mais frágeis já estavam todas mortas. Nem sequer uma gota de água chovia do céu.Os animais estavam a morrer aos milhares. Poucos tinham força para fugir desta aridez desértica.
A secura era cada dia maior. Até as fortes e velhas árvores, que afundavam as suas raízes na profundidade da terra, perdiam as suas folhas. Todas as fontes e nascentes tinham secado. Rios e ribeiros não tinham uma gota de água.
Apenas uma pequena flor permaneceu com vida, porque uma pequeníssima nascente lhe dava ainda um par de gotas de água.
Mas a nascente estava a ficar desesperada:
- Tudo é aridez e morte. E eu nada posso fazer. Que sentido têm as minhas gotas de água?
Ali próximo estava uma velha e robusta árvore. Ouviu a lamentação e, antes de morrer, disse à nascente:
- Ninguém espera de ti que faças com que o deserto floresça. A tua missão é a de manteres com vida essa pequena flor. Nada mais.»
Estas pequenas linhas levam-nos a reflectir… Quantos de nós não agem como esta nascente… quantos vezes não vivemos cada dia com um catálogo de lamentações a nosso lado… procuramos grandes coisas para completar os dias e esquecemo-nos das pequenas coisas que somos capazes de fazer e não fazemos, sufocámos o pensamento sempre com mais e mais… perdemos tempo. Perante os problemas do mundo somos convidados a deixar florescer, somos convocados a dar real importância a pequenas coisas… por mais pequenas que sejam, se nos predispomos a fazer… estes pequenos gestos de amor, ternura, simplicidade jamais são pequenos perante o olhar de Deus. Levanta-te e deixa-te amar! Confia e faz da tua única missão... amar ainda mais o amor!
26 de Abril do presente ano, data da canonização de Nuno Álvares Pereira. O novo santo português será canonizado pelo Papa Bento XVI. 


«Deixa que o senhor te cure
Nasceu em Lisboa no dia 1 de Março de 1647, de família nobre. Depois de uma piedosa adolescência, entrou na Companhia de Jesus e, ordenado sacerdote, embarcou para as missões da Índia, onde trabalhou no meio de grandes sofrimentos e perseguições, mas também com grande fruto apostólico. Foi de lá enviado à Europa como Procurador das Missões e de novo partiu para a Índia; no dia 4 de Fevereiro de 1693 alcançou a glória do martírio.
