sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

«Uma Estranha Luz»

Havia, no meio de um bosque, uma aldeia onde aconteceu algo de estranho que a todos maravilhou. Numa noite de intenso nevoeiro, em que não se via o chão que se pisava, chegou um caminhante a dizer que uma estranha luz tinha ido adiante dele, indicando-lhe o caminho para não se perder. 

Uma noite, voltou a acontecer o mesmo. Uma jovem tinha-se perdido enquanto andava á lenha no bosque e não encontrava o caminho do regresso. De repente, viu uma pequena luz que se movia adiante dela. Seguiu-a e, graças a ela, conseguiu regressar à aldeia. 
As pessoas não sabiam que pensar de tudo isto. Uns diziam que tudo era fruto da imaginação. Outros diziam que era bruxaria. Alguns deslocaram-se ao bosque e procuraram, mas não encontraram nada. Mas, fosse o que fosse, não havia dúvida que aquela estranha luz não era perigosa. 
Num frio dia de Inverno caiu de repente uma tempestade de neve tão grande que deixou a aldeia incomunicável. 
Uma criança, que era pastora, ficou bloqueada na montanha. Por mais esforços que fizessem para ir buscar, foi impossível. A neve estava tão alta, que não se podia dar um passo sem se ficar enterrado até à cintura. Caiu a noite e todos temiam que a criança morresse de frio. 
Na manhã seguinte, quando a neve estava mais sólida, toda a aldeia foi à sua procura. Depois de muito buscar, encontraram-na enrolada e adormecida no buraco de uma velha árvore. Era um milagre o facto de não ter morrido congelada. 
Quando a criança acordou, contou uma história incrível. Disse – lhes que uma misteriosa luz a tinha guiado até ao buraco da árvore, para que se refugiasse no interior. E ali descobriu que aquela luz não era senão um pequeno pirilampo. Ele ficou ali toda a noite dando-lhe com a sua luz um calor tão agradável que adormeceu. 
Todos ficaram assombrados com o que ouviram. Então procuraram o pirilampo no buraco da árvore, mas infelizmente encontraram-no morto a um canto. Tinha gasto toda a sua maravilhosa energia para salvar a criança. 
Pegaram no pequeno pirilampo e levaram-no para a praça da aldeia, onde lhe ergueram um monumento. Actualmente, quem visita a aldeia pode encontrar ali uma luz sempre a brilhar e uma placa onde se pode ler: «A um pirilampo que utilizou a sua luz para fazer o bem entre nós».

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Presépio no Convento do Carmo

Vos deixamos fotos do presépio do Jovens Kanimambos no Convento do Carmo em Viana do Castelo...









terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Solenidade de Nosso Pai S. João Da Cruz

Ladainha de São João da Cruz


Senhor tende piedade de nós
Cristo tende piedade de nós
Senhor tende piedade de nós

Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos

Pai do Céu que sois Deus, tende piedade de nós
Filho redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós
Trindade Santíssima que sois um só Deus, tende piedade de nós

Santa Maria                                                                  Rogai por nós
Filha eleita do Pai                                                         Rogai por nós
Maravilha do Espírito Santo                                            Rogai por nós
Mãe do Verbo Incarnado
Graciosa Mãe de Deus
Senhora da Capa Branca
Videira florida
Estrela dos Mares
Flor do Monte Carmelo

Santos Anjos de Deus
Santos Patriarcas e Profetas
Santos Apóstolos e Discípulos do Senhor
Santos Mártires e Confessores
Santos Pastores e Doutores
Santos Consagrados a Deus
Santos Leigos

São João Evangelista
Santo Inácio de Antioquia
Nossa Mãe Santa Teresa de Jesus

Nosso Pai São João da Cruz

Fundador, Amigo e Irmão

Apaixonado pelo Abraço inefável da Trindade

Guiado pela mão dadivosa do Pai

Tocado pelo Verbo de Deus

Inundado pela sabedoria do Espírito Santo

Amigo do Amado
Amigo de Cristo
Pastorzinho ferido pelo amor de Cristo
Retrato vivo de Cristo
Enamorado de Deus
Conhecedor dos segredos divinos
Contemplativo das margaridas divinas
Trovador de Maria
Modelo da Igreja orante
Alma de oração
Contemplativo ardoroso
Apóstolo infatigável
Intercessor poderoso
Mensageiro do Amor
Alma enamorada de Deus e dos Irmãos
Príncipe dos poetas de Deus
Águia das alturas celestes
Pássaro solitário
Arquivo divino
Doutor místico
Doutor da Fé, Esperança e Caridade
Profeta do Tudo e dos nadas
Alpinista de Deus
Mestre da Escada mística
Companheiro na subida
Mestre da subida ao Monte Carmelo
Peregrino das noites escuras e luminosas
Sentinela na Noite Escura
Guia na Noite Escura
Luz que ilumina a Noite
Cantor da formosura de Deus
Rouxinol do Espírito Santo
Cisne que canta suavemente
Coração em Chama viva
Alma inflamada de amor
Sedento da Fonte divina
Santo dos Ditos de luz e amor
Mestre de mestres
Mestre de S. Teresinha
Guia de S. Teresa Benedita da Cruz
Atraído pelo infinito
Coração de missionário
Caminhante infatigável
Amigo verdadeiro
Amigo dos pobres
Saúde para os doentes
Farol para os que sofrem
Homem forte
Homem manso e suave
Homem celestial e divino
Glória da humanidade

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós Senhor

Rogai por nós, Santo Pai João da Cruz; para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos
Senhor nosso Deus, que fizestes de São João da Cruz, nosso pai, um mestre espiritual para toda a Igreja, fazei que seguindo o seu exemplo e doutrina na subida do Monte Carmelo, pela senda da fé, esperança e caridade, iluminados na Noite Escura pela Chama Viva do vosso amor, consigamos a perfeita liberdade dos vossos filhos, para entoarmos um dia o Cântico Espiritual que para sempre ressoa na vossa Casa celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ X

Décimo degrau
Este degrau já não é desta vida. Os que alcançam este último degrau da Escada secreta do amor saem do corpo e, sem passar pelo Purgatório, unem-se a Deus no Céu; isto é, assemelham-se totalmente a Deus. Vêem-no face a face e o possuem-n’O. Aqui já nada há de escondido para a alma, antes vê a Deus numa clara visão, pois, por participação são semelhantes a Ele. Ela é semelhante a Ele.

Senhor Deus, Amado meu, se quereis ser-me eternamente agradável como é desejo vosso, concedei-me a graça de por todo o sempre e até ao fim dos tempos, interceder junto da vossa majestade por todos os meus irmãos e irmãs que se encontram realizando a sua subida ao Monte Carmelo.

Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.


in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ IX

Nono degrau
Neste degrau a alma arde suave e deleitosamente no amor de Deus, pois o Espírito Santo faz com que saboreie interiormente os bens e riquezas de Deus. O que a alma goza neste grau é indizível e o que possa ser dito fica muito áquem da realidade. Este é o grau mais elevado que se pode alcançar na terra, pois a alma que chega a este degrau sente o que sentiram os Apóstolos no dia de Pentecostes.

Senhor, que o vosso Espírito Santo inunde o meu coração e a viva Chama de amor me inflame, a fim de quem me veja a Vós veja; que quem me ouça a Vós oiça; que quem me veja a Vós veja. Ah! Senhor, a minha alma não quer ficar inactiva, antes sem descansar irei por todo o mundo anunciar o vosso amor.
Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
 in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

domingo, 12 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ VIII

Oitavo degrau
A alma une-se a Deus e d’Ele jamais se separará. Esta união de amor não é contínua, pois nesta vida não se alcança a glória de Deus. Por essa razão a alma descansa muito pouco neste degrau.

Senhor meu Deus, Amado meu, já que sou vosso quero amar o que amais, sofrer com o que sofreis, ocupar-me no que Vos ocupais. Quero inclinar-me ao mais difícil e custoso, ficar silencioso e calado mesmo que injustiçado. Quero o meu coração semelhante ao vosso, porque quero amar com o vosso amor, sofrer como sofreis e amar a quem amais.
Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
 in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

sábado, 11 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ VII

Sétimo degrau
A alma que chega a este degrau sente-se atrevida e ousada. Embebida no amor a alma é incapaz de esperar, e por isso se torna atrevida, ousada e confiante. Quem alcançou este degrau de amor consegue de Deus tudo o que Lhe pedir, porque jamais diante dele se afasta ou envergonha. Porém, deve permanecer humilde senão perderá os graus que conquistou.

Graças, Senhor, pelas maravilhas que realizais em mim. O vosso amor me enche de alegria e a vossa misericórdia me inunda de confiança. Concedei que permanecendo pobre e humilde só em Vós confie, só em Vós espere e só para Vós caminhe.
Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.

in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ VI

Sexto degrau
No sexto degrau a alma corre ligeira e sem se cansar para Deus. O amor a Deus torna-a forte e ajuda-a a voar nas coisas de Deus. Neste degrau a alma está quase purificada de todas as suas imperfeições.

Permiti, Senhor, que jamais me canse em meu caminhar. Que as subidas que subir e os degraus que ultrapassar, me animem a caminhar para Vós sem me deter nem desanimar.
Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.

in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ V

Quinto degrau 

Neste degrau a alma pensa sempre em encontrar o Senhor Amado, desejando impacientemente a Deus. Deseja submergir-se e unir-se a Ele sem demora. Deseja-o tão profundamente que a mais pequena espera é demasiado longa, pesada e cansativa.

Senhor Deus, porque tardais?, porque Vos demorais, Senhor? Como poderei continuar a minha subida, se Vós, meu Deus, me não auxiliais e fortaleceis com a vossa mão? Vinde, Senhor, e não tardeis! 


Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Vitral do Coro Alto da Igreja
Deserto de Las Palmas (Espanha)
in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Solenidade da Imaculada Conceição

Ó Senhora imaculada, silenciosa,
De sorriso virginal,
Frescura envolvida na canção formosa
Do amanhecer inicial.

Senhora do vestido simples da graça
Que íntima aurora Te deu,
Florindo, sobre a luz da terra que passa,
À luz primeira do Céu.

Senhora, o teu celeste olhar de padroeira
Floresça em nosso interior,
Abrindo a senda da pureza verdadeira
Que nos conduza ao Senhor.


[Hino de Vésperas da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria]

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ IV

Quarto degrau 

A alma que sobe a este degrau sente não se cansa nas coisas de Deus, nem se fatiga no sofrimento. A sua preocupação é dar o maior gosto possível a Deus e servi-l’O pelo muito que Ele merece e por tudo o que lhe concedeu. Este degrau inflama a alma e acende-a em desejos infinitos de Deus e do seu amor.

Senhor Amado, o fogo do vosso Amor me inflama e impele a escalar sem descanso a montanha do Amor. Fazei que Vos ame e serva em tudo e incansavelmente, até ao fim das minhas forças. 

Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Cruz no Convento de São João da Cruz
Segóvia (Espanha)
in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ III

Terceiro degrau

Neste degrau a alma sente uma grande força do amor de Deus para não pecar e tudo fazer por Ele. Sente que tudo o que faz por Deus é pouco. O seu amor por Deus é tão grande que chega a sentir pena de ser tão imperfeita e de trabalhar tão pouco por Deus. Aqui a alma não condena ninguém, antes se sente a mais pequena das almas.

Concedei, Senhor, força e ânimo à minha pequenez para que mesmo fazendo nada ou muito pouco por Vós e pela vossa Igreja eu não desista da minha subida oa Monte Carmelo.


Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Sepulcro de São João da Cruz na Igreja conventual
Segóvia (Espanha) 
in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ II

Segundo degrau

Iniciada a Escada de amor a alma busca sem cessar o rosto de Deus em todas as coisas, mas não se detém nelas. E não se deterá até que O encontre. A alma vive tão solícita neste segundo degrau que só pensa em Deus; fala e conversa sobre Deus; toda a sua preocupação é sobre Deus e não se deterá e tudo deixará até que o encontre.

Concedei-me, Senhor, que eu caminhe sem descanso. Que nada perturbe o meu caminhar: nem os fortes, nem as fronteiras, nem as flores nem as feras.


Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Estátua de São João da Cruz na Praça com o mesmo nome
Caravaca de la Cruz (Espanha)


in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

domingo, 5 de dezembro de 2010

II DOMINGO ADVENTO

                         
       «Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo»

DEGRAUS DA COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

Primeiro degrau

Neste primeiro degrau a alma começa a encontrar o seu maior descanso, consolo e gosto em Deus; por isso, começa a deixar as coisas do mundo em segundo plano. São João da Cruz chama a isto «doença de amor», que não é doença de morte mas sim para maior glória de Deus como foi a doença de Lázaro que Jesus ressuscitou.

Concedei-me, Senhor, pôr-me a caminho contemplando o vosso olhar de amor por mim, e, suceda o que suceder, jamais baixar o meu olhar, jamais abandonar o meu caminhar de amor.


Glória ao Pai (3 vezes). Avé Maria. Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Retábulo do Altar-mor da Igreja de São João da Cruz
Segóvia (Espanha)
in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

COROA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

A Coroa de São João da Cruz é um exercício prático da sua doutrina mística; é composta por dez mistérios. Estes recordam-nos os dez degraus da Escada Mística, que é preciso subir para alcançar a plena união com Deus.
Neste período que nos dista da Solenidade de São João da Cruz, vos convidamos a rezar a Coroa de São João da Cruz.
Coroa de São João da Cruz

Modo de rezar a Coroa
Começa-se por pegar na medalha que tem o rosto de Santo Doutor Místico e a imagem de Cristo Crucificado e reza-se: Santo Pai João da Cruz, amigo de Jesus Cristo, conhecedor dos segredos de Deus, conduzi-nos sempre nos caminhos do céu.

Rogai por nós Santo Pai João da Cruz, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Nas três contas dos dez mistérios reza-se o Glória ao Pai.
Nas contas azuis reza-se a Avé Maria, seguida da jaculatória: Santo Pai João da Cruz, rogai por nós.
Nas três contas verdes finais reza-se em cada uma um Pai Nosso, e termina-se com a mesma oração do início contemplando a medalha final.

Este terço pode ser enriquecido com meditações em cada um dos mistérios: as que a seguir se apresentam ou outras.


in Coroa de São João da Cruz (A Mística Escada)  | Carmo de Aveiro | Frei João Costa e Frei Silvino | 2004

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Adoração Eucarística de Dezembro

“Amor e temor e podeis ir por este caminho sossegados e tranquilos.”
[Santa Teresa de Jesus]
Quarta - feira, 1 de Dezembro de 2010
Convento do Carmo de Viana do Castelo 

domingo, 28 de novembro de 2010

I DOMINGO ADVENTO


     « Na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Oração pelos Seminários

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Adoração Eucarística de Novembro



"Louvarei para sempre o vosso nome,  Senhor, meu Deus e meu Rei. "
Quarta - feira, 3 de Novembro de 2010 
Convento do Carmo de Viana do Castelo


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vocação

A vocação não é um projecto pessoal, porque há um Outro que toma a iniciativa de nos amar. Esse Outro é o Senhor. Ele chama-nos a ser santos. A nossa vocação última e primeira é a vocação à santidade. O topo da carreira é ser santos (Ef. 1,4).
A vocação é uma realidade dinâmica. Deus chama no contexto de uma história concreta. Deus chama a pessoa em cada instante. Não foi só num momento concreto. Continua a chamar-nos hoje.
A vocação é dom para a Missão e para a Igreja, para continuar a Missão de Jesus. A Igreja precisa de ti. Eu respondo em Igreja.

in Outubro Missionário 2010 – Itinerário de vida e de missão para as comunidades cristãs

sábado, 23 de outubro de 2010

“Uma aparente debilidade que é força”

Desafios à Missão que Bento XVI deixou a Portugal
 A responsabilidade missionária dos portugueses ao longo dos séculos começou por ser valorizada logo a bordo do avião papal, quando - ao falar com os jornalistas no voo Roma-Lisboa – o Santo Padre se referiu a Portugal como “uma grande força da fé católica, que levou esta fé a todas as partes do mundo; uma fé corajosa, inteligente e criativa que soube criar uma grande cultura”. O mesmo fez, horas depois, na homilia do Terreiro do Paço, ao recordar a grandeza dos que, em tempos passados, sem destruir os vínculos da fé e da sua identidade, souberam transplantar experiências e particularidades, abrindo-se ao contributo dos outros, para serem eles próprios, “em aparente debilidade que é força”. Neste contexto, o Papa pediu que Portugal leve à Europa, “o contributo da vossa identidade cultural e religiosa”. Este paradoxo viria a ser desenvolvido ao longo dos quatro dias da visita pastoral.
Mas, como é que um país tão pequeno e cheio de problemas se pode tornar referência para a Europa e para o mundo? Só a para da certeza de que Cristo está presente, explicou o Papa em Lisboa: “Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro”. Ora, é desta certeza que brota a missão. Por isso, o alerta do Papa: “Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido? Para isso, é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano.”
O testemunho da fé é pois fundamental, “mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós”, pediu o Papa em Lisboa.
O mesmo insistiu em Fátima, na Capelinha: “No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o risco de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus”. Assim, “não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo”.
No dia seguinte, Bento XVI deixou vários alertas contra os efeitos da cultura dominante e do secularismo que tantas vezes nos desviam (a nós e à própria Igreja) do essencial da fé. E foi sobretudo na cidade do Porto, que o Papa volta a pedir testemunhas: “Na realidade, se não fordes vós as testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?” A urgência de comunicar esta certeza é pois um mandato, mas sempre a parar do próprio Cristo. “Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e eficácia da missão”, lembrou o Papa.
É assim que devemos ir ao encontro dos outros. Apesar do actual contexto ser totalmente diferente do que era o dos nossos antepassados: “o campo da missão ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas; realmente aguardam por nós não apenas os povos não cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos sócio-culturais e, sobretudo, os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus”.
O mandato está-nos confiado. Saibamos agora corresponder à confiança depositada... sem medo desta “aparente debilidade” que, afinal, “é força”!

Aura Miguel
(Jornalista da Rádio Renascença)


in Outubro Missionário 2010 - Itinerário de vida e de missão para as comunidades cristãs

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O dom

Dais muito pouco quando dais daquilo que vos pertence.
Quando vos dais a vós mesmos, é que dais realmente.
Que é aquilo que vos pertence,
Senão coisas que conservais ciosamente,
Com medo de vir a precisar delas amanhã?
Quando o vosso poço está cheio,
Não é o medo à sede que torna a vossa sede insaciável?
Alguns dão pouco do muito que têm
E fazem isso em troca do reconhecimento
E o seu desejo oculto corrompe os seus dons.
Outros têm pouco e dão tudo.
Estes são os que acreditam na vida, na bondade da vida,
E o seu cofre nunca está vazio.
Há quem dê com alegria, e esta alegria é a sua recompensa.
Há quem cheio de dores e essas dores são o seu baptismo.
É bom dar quando nos pedem;
E é bom dar sem que nos peçam, como bons entendedores.
E, para o homem generoso,
Procurar aquele que vai receber é maior alegria do que dar.
Portanto, dai agora,
Para que o tempo de dar seja vosso e não dos vossos herdeiros.
Muitas vezes dizeis:
- Gostava de dar mas só aos que merecem.
As árvores dos vossos pomares não falam assim,
Nem os rebanhos das vossas devesas.
Dão para poderem viver, porque guardar é perecer.
Procurai antes merecerdes ser doadores e instrumentos de doação.
Porque, em verdade, é a vida que dá à vida,
E quando julgais ser doadores, sois apenas testemunhas.

Khalil Gibran