sexta-feira, 31 de outubro de 2008

AMOR

Deus sintetiza-se numa palavra: Amor. Porque ama, tem ternura paterna e materna, dá vida plena e abundante, não deixará que os seus amigos sejam destruídos pelo mal e pela morte. Esta realidade, se é para nós uma boa notícia, é também um empenho. Compromete-nos a sermos reveladores do amor de Deus aos nossos irmãos.



«Um dia, a Margarida passeava como de costume pela floresta e viu uma borboleta presa numas silvas. Com todo o cuidado, para não estragar as suas lindas asas, libertou-a. A borboleta voou imediatamente. Mas, antes de partir para longe, quis agradecer este gesto de amor. E disse à Margarida:
- Para te agradecer, irei realizar o teu maior desejo. Diz-me: qual é?
Margarida pensou um instante e depois respondeu:
- O meu maior desejo é ser feliz.
Então a borboleta aproximou-se dela e murmurou-lhe qualquer coisa ao ouvido. Depois desapareceu.
Margarida cresceu, tornou-se adulta. E ninguém na sua terra era tão feliz como ela. Quando os vizinhos lhe perguntavam pelo segredo da sua felicidade, limitava-se a sorrir e dizia:
- Segui o conselho de uma borboleta!...
Os anos passaram. Quando já velhinha, os netos disseram-lhe:
- Avó, revela-nos esse segredo. Que te disse a borboleta?
E foi então que a sorridente Margarida, já de rosto enrugado, lhes disse:
- Ela disse-me que, para viver feliz, precisava primeiro de tornar os outros felizes. Disse-me que os outros precisavam de mim!»

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

É a fome que pede o pão.



«Três companheiros aventuraram-se ao deserto, sem saber lá muito bem os que o esperava por esses areais. Depois de percorrer horizontes sem fim e canículas que só o deserto podia cozinhar, as provisões chegaram ao fim e os três aventureiros não sabiam o que fazer à vida. restava-lhes apenas uma pequena provisão, que, era evidente, não chegava para os três. Quando muito daria para ajudar um a subsistir e levar a cabo a travessia. O problema agora era escolher o sobrevivente, já que isso implicava a morte dos outros dois. È claro que cada um advogava a sua própria causa, por motivos, cada qual o mais convincente, mas por aí nunca se chegaria a um acordo.
Resolveram então esperar pela noite e conforme o sonho que cada um tivesse para resolver esta situação, assim se decidiria.
Seu dito, seu feito. Ao outro dia, ainda o sol se espreguiçava nesses orientes de Seca e Meca e já os três estavam com as cartas em cima da mesa. Para contar o sonho que os salvaria da morte anunciada.
O primeiro sonhou que, ali mesmo, em pleno deserto, encontrara um velho beduíno, homem de rara sabedoria e de sentença certeira, que, depois de ouvir o seu caso, fora peremptório: ele mesmo deveria comer o farnel, pois que era um homem bom e edificante como já se não via e o nosso mundo tem falta desses homens que, mais que pelas obras, falam por aquilo que são.
O segundo, no seu sonho viu um anjo que o confortava e o convenceu que o sobrevivente devia ser ele. Homem serviçal como ele, sempre pronto a abrir a bolsa ao primeiro que estendesse a mão, fazia falta a este mundo tão povoado de egoístas e desaforos que só imagina quem anda por cá.
O terceiro tinha ares de um pouco comprometido. De admirar nele que encontrava sempre a solução justa para qualquer imprevisto que aparecesse. Despachado como era, não esteve com meias medidas e foi direito ao assunto. Não tivera sonho nenhum, ninguém lhe apareceu, por mais que velasse e matutasse. Mas confessou que sentiu dentro de si uma fome tamanha que foi ao farnel e comeu, sem tempo nem disposição para pensar em mais nada».
[In Sereis minhas testemunhas, Adélio Torres Neiva]


Os caminhos que percorremos estão abertos e, na entrada destes caminho talvez não nos tenhamos apercebido do seguinte dístico: Decide e arrisca! Nestes caminhos que traçamos há momentos para parar, para reflectir, para estarmos a sós e em grupo, mas acima de tudo há momentos para decidir e arriscar! «Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação» (1Tes 4,3). Qual será a tua resposta ao apelo de Deus?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA



A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a cancão das chamas!

Cantemos a cancão da vida,
na própria luz consumida...
[Mário Quintana]

domingo, 26 de outubro de 2008

S. Paulo, através dos tempos



«S. Paulo é uma figura que domina sobre os apóstolos de todos os tempos.
As suas palavras têm sido inspiração e luz para os homens e as mulheres de todos os tempos.
As suas cartas, ao lado do Evangelho, são o livro que nós melhor conhecemos: um livro que nós lemos praticamente todos os dias. Quer queiramos, quer não, estamos marcados por ele.
Foi um homem que viveu todo um mundo de experiencias: não se encontra facilmente uma pessoa que tenha vivido tantas experiencias e com tanta profundidade».

[Pe. Adélio Torres Neiva, In S. Paulo e a Missão sem Fronteiras]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

SOLIDARIEDADE


«Solidariedade… Ela é, nos Evangelhos, pedra de toque da evangelização e até da salvação (Mt 25, 31-46). Estes grupos assumem, cada vez mais, este carácter de interesse e ajuda a necessitados. Não é necessário ir com pretensões a fazer grandes obras… mas é necessário ir para, realmente, prestar um serviço a quem necessita. Nesse sentido, não se deve ir para a missão apenas ou sobretudo para se ser mais santo, para se enriquecer pessoalmente ou para se encontrar a si mesmo… Vai-se porque se quer ajudar humildemente alguém! Outra coisa é se, no final de uma experiencia missionária, se chega à conclusão de que se recebeu mais do que aquilo que se deu (até pela experiencia comunitária marcante que em geral se faz na missão…).»

[In Teologia da Missão, José Nunes, op]

E tu, falas com Ele?


Ser missionário é viver um amor apaixonado por Cristo. É anunciar a grande ternura do evangelho a todos os povos! É regar a vida na eterna fonte da Santíssima Trindade!


Ao amanhecer, Paulo visitou um amigo para lhe colocar algumas questões. Esse amigo vivia num convento. A companhia tocou. Foi atendido por outro amigo que não o amigo com quem Paulo queria colocar as suas questões. Foram chama-lo. O amigo veio ao seu encontro. Paulo disse-lhe:
- Bom dia, não queria continuar o meu caminho sem antes lhe perguntar. Todos os Domingos, ou quando por aqui venho sou convidado a rezar, a rezar pelos missionários, pelos pobres, pelos pecadores… pelo mundo! No entanto só me mandam rezar, mas nunca ninguém me explicou como o devo fazer, nunca ninguém me ensinou a rezar. Como se reza?
O amigo olhou calma e serenamente para ele e disse-lhe:
- Tens tempo? Vem e segue-me.
Percorreram os claustros, seguiram os corredores, entraram numa pequena e singela capela. O amigo que o tinha guiado disse-lhe:
- Fala com Ele.
O rapaz retorquiu:
- Com Ele? Mas eu vim para que me explicasse como rezar, não para falar com Ele. Vim para falar consigo, para que me ensinasse a rezar.
O amigo apontando para o sacrário disse-lhe novamente:
- Fala com Ele.
Paulo ficou sem falar… O seu coração estava ocioso. Tinha vindo falar com um amigo e esse amigo tinha-lhe deixado ali. Porque o teria feito. Teria muito que fazer? Estaria ocupado. Porque o «aprisionara» na capela? Falar o que? Quem responderia? Apetecia-lhe fugir. E começou a contestar todas as questões que lhe surgiam na mente.
Na «música calada, na solidão sonora», que o invadia, continuava a ecoar calmamente o silêncio, o coração dele de turbulento calmamente serenava… passado um longo, longo tempo, Paulo saiu da capela e foi procurar o seu amigo. Quando o encontrou disse-lhe duas palavras:
- Obrigado amigo!
Num terno abraço se despediu. Sempre que podia e a vida o permitia, Paulo tocava a campainha daquele convento e perguntava ao amigo:
-Posso falar com Ele?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Aparecimento dos grupos de voluntariado missionário


«Uma primeira causa do aparecimento dos grupos de voluntariado missionário – e certamente a mais profunda e importante – seria outra verdade inquestionável e dispensadora de justificações: o Espirito Santo sempre suscita carismas e dons que se traduzem em serviços na Igreja (tanto ad intra como mais ad extra). Esses carismas são particularmente visíveis naqueles jovens que iniciaram e lideraram estes grupos. Deus faz luz nas nossas trevas e desperta para a missão. Os jovens leigos missionários deveriam até manter sempre essa consciência de que não são bem eles a fazer a missão, mas sim o Espírito Santo que neles habita, invisível mas poderosamente…»

[In Teologia da Missão, José Nunes, op]

Conversa com Irma Cidália Moreira | 18 de Outubro de 2008

- Irma Cidália, ensine-nos um cântico? - foi o pedido.

E as vozes uniram-se para o entoar!

Mais notícias sobre este dia pode encontra-las em:

http://chamadocarmo.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ESTA TARDE




Esta tarde se vocês olharem o céu, ao lado do nome de Thèrése brilha também o nome do seu papá e da sua mamá. (Card. José Saraiva Martins)